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Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Soneto nº3: A recuperação

Aos poucos da terra brota alegria.
As tristezas não passam de pegadas
Deixadas para trás com maestria
Em uma luta solo, sem paradas.

E libertos de todas as prisões
Poderemos, enfim, saudar a vida.
Afagando todos os corações
Libertamos a alegria contida.

E um novo caminho nos surgirá
No qual não podemos vacilar
Pois a experiência nos guiará.

Mas se ainda assim a dor apertar
Esqueça tudo e se entregue ao prazer
Pois para amar é preciso viver.

 

Rodrigo Rossi, Amores e dissabores

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Soneto nº2: O Caminho

A vida não se faz só de derrotas,
Nossa sina é querer sempre lutar
E se a perda e o fracasso ao corpo importas
É preciso dele a dor retirar.

O caminho é longo e indeterminado
Sem um início, trajeto ou final
E se tomares o destino errado
Cometerás um erro crucial.

É preciso domar cavalos xucros,
Pisar em brasas ou espinhos fatais
E pisotear teus próprios sepulcros.

E não tombando em horas cruciais
Verás no fim do túnel uma luz
Que para a alegria te conduz.

 

Rodrigo Rossi, Amores e dissabores

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Soneto nº1: A perda

Do tudo ao nada em apenas segundos
O eterno desaba sobre uma vida.
De praxe, sentimentos oriundos
Enchem o abstrato da alma caída

Da boca jorra o sangue da tragédia,
Das mãos, o pudor da separação.
E, transformando nossa alma em comédia,
Caímos no beco da decepção.

O coração já não quer mais bater,
A perna não para de tremular
E até o pranto não quer se conter.

Da vida, parece tudo parar.
A alegria, sem dar sinal, vai embora
E para voltar parece não ter hora

 

Rodrigo Rossi, Amores e dissabores

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Desabafo

Por que não somes dos meus olhos?
Por que não desapareces de minha mente?
Por que insistes em me atordoar?
Por que insistes em prantear meu sorriso?

Talvez fosse melhor esquecê-la.

Talvez, talvez…
Tantas são as suposições,
Tantos são os meros corações,
Tão pouco são os grandiosos sentimentos de nossa alma.

Mas a vida às vezes é assim;
Semeando esperanças,
Brotando dúvidas,
Florindo decepções.

Gostaria de meu peito dilacerar
Para ver minha alma sangrar
E jorrar meus sentimentos para longe
Para não mais viver em função deles.

Mas não posso.
Vivo a inspirar o perfume venoso de uma bela flor do campo
E a colidir de frente com a angústia e tristeza
E a queimar nas chamas desse inferno vital.

Mas continuo a andar sempre em frente,
E sorrindo, e chorando, e pisando nas brasas
Dessa longa e misteriosa estrada que chamamos de vida.

 

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Florir

Existem pétalas…
Escondidas entre botões,
Afogadas em meio às folhas.

Existem pétalas…
Desabrochando ao raio do calor matinal,
Existem flores.

Existem flores…
Colorindo a tristeza e trazendo alegria,
Existem pétalas.

Existem pétalas…
Ressecando, murchando e voando ao sabor do vento,
Existem frutos.

Existem frutos…
Adocicando a vida,
E alimento a beleza das flores.

Existem pétalas…

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Poesia à poesia

O sol desponta e seu calor invade a superfície,
Uma leve bruma a meu redor
E a suave brisa gélida da manhã invernal se completam.

Momento ideal.

Apego-me à caneta
E começo a escrever.

Diante de grades entrelaçadas em minha mente
Faço-me escravizado à senhora poesia.

Ah, quão belos são os versos,
Como a verdade disfarça-se discretamente,
Como parece fácil esconder os sentimentos.

Tolo posso ser
Por acreditar que simples versos
Podem moldar a realidade.

Tolos podem ser meus versos
Que hão de passar à frente
O que posso nunca ser;
E mesmo que assim me tornasse
Tolos versos seriam
Ao revelar com clareza a intimidade
De um pobre e não tão nobre ser.

E o que dizer dessa vida
Que faz-me escrever essa poesia
Para talvez esconder-me
Em um local ao qual não pertenço.

E eis não sou mais eu
E sim um singelo sentimento
Que vos escreve esses versos
Em busca do entendimento
Da mera efemeridade da vida.

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores 

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Paz

Pela rua havia saído
Munido de uma rosa
E muito sorumbático
Pois não conseguia entender
Como uma guerra a rosa poderia vencer.

E macambúzio pela rua segui
Até ao longe avistar,
Uma vida a me observar.
Ao chegar mais perto percebi
Não passar de um coelho.
Porém, a partir daquele encontro,
Não poderia eu imaginar
De que forma iria minha vida mudar.

O coelho me dirigiu a palavra,
Abismado fiquei.
Mas prossegui seu diálogo
E minha pergunta veio à tona:
Que desejas coelhinho?
Isso não és tu quem deves perguntar – foi sua resposta.
Invadistes meu território,
Roubastes minhas flores,
Mas dê-me desta rosa uma pétala
Que feliz sairei.
Da rosa, então, arranquei um pedaço,
Oferecendo ao coelho.
Ele sorriu, foi embora, sumiu.

Ainda mais confuso segui minha trilha
Com muita disposição
E ao longe avistei um passarinho
Que veio comigo falar.
Que desejas passarinho?
Isso não és tu quem deves perguntar – resposta que me deixou embaraçado.
Poluístes meus céus
E minhas asas arrancastes, já não posso mais voar.
Mas dê-me desta rosa uma pétala
Que feliz sairei.
Novamente minha rosa feri
E uma pétala ao passarinho eu dei.
Ele alegre cantou, se reergueu, e conseguiu voltar a voar.
Não pude mais avistá-lo

Mas minha trilha continuei
Ainda mais empolgado.
Quando, de fininho, avistei outra forma de vida.
Que desejas tartaruga? – Perguntei
Isso não és tu quem deves perguntar – já era sina.
Poluístes minhas águas,
Destruístes meu casco,
Não posso mais me proteger.
Mas dê-me da rosa uma pétala
E feliz sairei.
Em ponto de pranto
Uma pétala de rosa arranquei
E à tartaruga, de coração, ofereci.
Ela me olhou, sorriu,
E lenta como sempre,
Andou, andou e desapareceu.

Só uma pétala me restava
E comigo por muito tempo não estaria
Pois andando pela estrada
Um grande felino encontrei.
O que desejas, felino?
Isso não és tu quem deves perguntar – já esperava a resposta.
Queimastes minhas matas,
Aleijastes minhas patas,

Mas da rosa dê-me sua derradeira pétala
Que feliz sairei.
Magoado, mas sem saída, minha rosa podei
E a pétala, amigavelmente, eu ofereci.

Mas a rosa não morrera
E seu sangue não escorria.
Pelo contrário
Dentro de mim cada vez mais os sentimentos cresciam.
E assim, olhando aquele caule,
Ainda verde, firme e forte,
Tão forte que nem a morte conseguia vencê-lo,
Segui minha trilha, muito mais alegre e encorajado.

Mas de repente a brisa em vento se transformou
E relâmpagos riscavam lindos desenhos no céu.
E lá estava eu
Sozinho, desprotegido.
Mas logo em frente
Uma cabana aos poucos se formou
E nela me instalei

E lá havia um velho homem sentado em frente à lareira
Com uma rosa em sua mão.
O que desejas, meu jovem – ele me perguntou
Chove muito lá fora e o vento está a ponto de congelar-me – respondi.

O velho em minha direção veio,
E ao avistar o caule em minha mão
De instante questionou:
Sua rosa, quem a destruiu?
Então lhe contei:
Um coelho desgraças me contou,
Vendo meu erro uma pétala a ele eu dei, e ele saiu satisfeito.
Me veio então um passarinho, sem forças para voar,
Então uma pétala lhe dei, e satisfeito seu dom pode retomar.
Então uma tartaruga me parou
E, comovido, uma pétala também lhe dei.
A última pétala a um felino ofereci
Para que em paz sua vida pudesse prosseguir.

Então o velho imediata e imponentemente me falou:
Sua rosa não morreu, muito pelo contrário,
Ela continua viva, e mais forte que nunca.
Uma rosa vive em cada um de nossos corações
E quando parte dela para a vida oferecemos
Ela se torna mais forte, e suas pétalas se renovam.
E quando todos disso se derem conta
Poderemos a paz obter.
E a cada passo dado avançamos em nosso objetivo maior
Que é o direito de todos em harmonia viver.

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores 

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Soneto do encontro

Ante um vazio de sombra e solidão,
Corrompido por chamas de tristeza,
Surge a romper com uma arda frieza
Uma luz a extinguir a escuridão.

Um arco-íris a cortar o céu
E um coração que, ao te ver, alegrar
Tanto, cuja vontade é de tocar
As nuvens, e delas buscar o véu

Diante de mim, quando sua imagem
Surgiu, tirou-me do vagueio errante
Daquele tempo, agora e doravante.

E em meu espírito fica a mensagem:
Que sua vista atrai felicidade
E ausência saudável saudade.

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores 

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Tolice

Não queria mais ver a dor,
Então fechei meus olhos.
E foi com eles assim, cerrados,
Que ceguei-me a tudo em minha volta
E quando a alegria passou, eu não a vi.

Não queria mais sustentar o ódio,
Então lacrei minhas mãos.
E quando as fechei
Escapou a última gota do amor em mim contido.

Não queira mais inspirar a morte,
Então não mais respirei,
E quando o perfume da vida em mim pairou,
Não o inspirei.

Tolice…
Enquanto isso a dor, o ódio e a morte em mim cresciam.
Então abri meus olhos e mãos
E passei a inspirar os sentimentos a minha volta.
Enfim pude sorrir
Pela alegria de viver.

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores 

Rodrigo Rossi

Rodrigo Rossi – Soneto da alegria

Vida, paz, amor e alegria são,
Mesmo na fragilidade e na dor,
Nós de uma vida de grande paixão
Cujo destino expele o vil terror.

E a alma permanentemente se encontra
Carregada de pureza e bondade,
Não precisando estar nem pró nem contra
A certeza de uma grande amizade.

O destino de apenas ser feliz
De nós nunca irá se distanciar,
Só temos que os pedaços encaixar.

E que nunca você diga: “já fiz”
Pois para a felicidade encontrar
Da vida deves ser um aprendiz.

Rodrigo Rossi, Amores e Dissabores