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Maya Angelou

Maya Angelou

Maya Angelou – Fins de outubro

maya angelou

Cuidadosamente
as folhas de outono
soltam o som
baixíssimo de pequenas mortes
e os céus saciados
de pores do sol corados
de amanheceres rosados
se agitam incessantemente em
cinzas de teia de aranha e tornam-se
pretos
para conforto.
 
Apenas os amantes
veem a queda
o último sinal do fim
um gesto áspero de alerta
para aqueles que não ficarão alarmados
porque começamos a parar
simplesmente
para começar
de novo.

Maya Angelou, Poesia Completa

Maya Angelou

Maya Angelou – Dança do macaco viciado

maya angelou

Ombros caídos,
O peso das picadas de agulha.
Braços se arrastam, batendo úmidos em juntas
Fracas.
 
Os joelhos amolecem,
Sua conhecida magia perdida. O velho dobra e
Trava e estende esquecido.
 
Dentes balançam em gengivas fedidas.
Olhos disparam, morrem, depois flutuam em
Suco símio.
 
O cérebro vacila,
Os planos-mestre de ideias velhas apagados. As
Rotas desapareceram sob os rastros
Das caravanas pelo deserto, antes da escravidão
Anos atrás.
 
Os sonhos falham,
Medos descontrolados no caminho de casa
Tomam conta. Pouco a pouco, uma vingança sombria
Assassinato é seu doce romance.
 
Quanto tempo ainda
Este macaco vai dançar?

Maya Angelou, Poesia Completa

Maya Angelou

Maya Angelou – Quando penso sobre mim mesma

maya angelou

Quando penso sobre mim mesma,
Gargalho até quase morrer,
Minha vida tem sido uma grande piada,
Uma dança que anda,
Uma canção que fala,
Gargalho tanto que quase perco o ar,
Quando penso sobre mim mesma.

Sessenta anos no mundo dessa gente,
A criança para quem trabalho me chama de garota,
Eu respondo “Sim, senhora” por causa do emprego.
Muito orgulhosa para me curvar,
Muito pobre para me quebrar,
Gargalho até meu estômago doer,
Quando penso sobre mim mesma.

Meus pais podem me fazer cair na gargalhada,
Rir tanto até quase morrer,
As histórias que eles contam soam como mentiras,
Eles cultivam a fruta,
Mas só comem a casca,
Gargalho até começar a chorar,
Quando penso sobre meus pais.

Maya Angelou, Poesia Completa

Maya Angelou

Maya Angelou – Pegar e dar o fora

maya angelou

Tem uma garota de pernas compridas
em São Francisco
lá pela ponte Golden Gate.
Ela disse que me daria tudo o que eu quisesse
mas eu não pude esperar.
Eu comecei a
Dar o fora,
Dar o fora,
Dar o fora,
indo para a próxima cidade,
Querida.

Tem uma morena bonita
em Birmingham.
Caras, ela era pequena e fofa
mas, quando ela começou a querer me amarrar,
eu peguei meu terno e comecei a
Dar o fora,
Dar o fora,
Dar o fora,
indo para a próxima cidade,
Querida.

Conheci uma mulher amável em Detroit
e pensei que minha hora havia chegado
Mas, antes que eu dissesse “aceito”,
eu disse “tenho que correr” e comecei a
Dar o fora,
Dar o fora,
Dar o fora,
indo para a próxima cidade
Querida.

Não há palavras para o que eu sinto
por um rosto bonito
Mas, se eu ficar, talvez eu perca
algo ainda mais bonito em outro lugar
Eu comecei a
Dar o fora,
Dar o fora,
Dar o fora,
indo para a próxima cidade
Querida.

Maya Angelou, Poesia completa

Maya Angelou

Maya Angelou – A gama

maya angelou

Suave, dia, seja suave como um veludo,
Meu amor verdadeiro se aproxima,
Resplandeça, sol empoeirado,
Endireite suas carruagens douradas.

Suave, vento, seja suave como a seda,
Meu amor verdadeiro está falando.
Prendam, pássaros, suas gargantas prateadas,
É a voz dourada dele que busco.

Venha, morte, às pressas, venha,
Meu lençol negro, venha tecendo,
Quieto, coração, quieto como a morte,
Meu amor verdadeiro está indo embora.

Maya Angelou, Poesia completa

Maya Angelou

Maya Angelou -Eles voltavam para suas casas

maya angelou

Eles voltavam para suas casas e contavam às suas esposas,
que nunca antes em suas vidas
haviam conhecido uma garota como eu,
Mas… Eles voltavam para suas casas.

Eles elogiavam a limpeza da minha casa,
eu não dizia nenhuma palavra que não fosse a certa
e mantinha meu ar de mistério,
Mas… Eles voltavam para suas casas.

As bocas de todos os homens me enalteciam,
eles gostavam do meu sorriso, da minha sagacidade, dos meus quadris,
passavam uma noite, ou duas ou três.
Mas…

Maya Angelou, Poesia completa