Ferreira Gullar
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Ferreira Gullar – A poesia

Onde está a poesia? indaga-se por toda parte. E a poesia vai à esquina comprar jornal. Cientistas esquartejam Púchkin e Baudelaire. Exegetas desmontam a máquina da linguagem. A poesia ri. Baixa-se uma portaria: é proibido misturar o poema com Ipanema. O poeta depõe no inquérito: meu poema é puro, flor sem haste, juro! Não tem …

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Ferreira Gullar – A avenida

O relógio alto, as flores que o vento subjuga, a grama a crescer na ausência dos homens. Não obstante, as praias não cessam. Simultaneidade! diurno milagre, fruto de lúcida matéria – imputrescível! O claro contorno elaborado sem descanso. Alegria limpa, roubada sem qualquer violência ao doloroso trabalho das coisas!   Ferreira Gullar, Melhores poemas

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