O cárcere que os ingleses chamam “Ilha do Diabo” flutua por doze meses no úmido lençol do charco que enrola, envolve, circunda os muros de “Dartmoor”; lá o Inverno é...
Bruno Tolentino
Bruno Tolentino – Descobertas
Descobre-se que a paixão, a paixão e a primavera, se são paralelas são dois termos da mesma espera. Espera encantada ou não, ambas não passam de mera, febril aproximação da...
Bruno Tolentino – Ímpar
“E eu, que odeio tudo o que recordo em meu penoso, sórdido exercício, a harmonia mais frágil que difícil, mais passível de encanto que de acordo; eu, que hoje escuto...
– As voragens da carne conheço-as muito bem e as confusões do coração também, mas não posso enganar-me: se me ficaram os meios já não tenho os motivos. Tens dois...
Bruno Tolentino – A gralha
É então que aquele pária das próprias ilusões, o encarcerado que ninguém visita, gruda-se às grades como a parasita ao fim das estações e, a sós com os nevoeiros, se...
Bruno Tolentino – O pavão
Por lá o Outono chega anunciado pelos gritos agudos do pavão dilacerando o ar; é só então que se percebe o dardo vindo da sombra, o arpão da última luz...
Bruno Tolentino – Um prelúdio
Amadureci aos poucos, cresci muito devagar como os álamos e os loucos e acabei indo morar na Casa dos Homens Ocos, um charco pardo ao luar entre o tempo morto,...

