Cecília Meireles

Cecilia Meireles – Dois

Daquele que antes ouvistes, vede o que volta: alguém que pisa no mundo tonto em seu grande tumulto de concha morta. Que rostos incompreensíveis, que sepultadas palavras aqui me esperam? Não sei dos vossos motivos. Eu caminhava nas nuvens, além da terra. Na minha fluida memória, meu tempo não sabe de hora. Apenas sabe de …

Continue Reading
Cecília Meireles

Cecilia Meireles – Um

Agora podeis tratar-me como quiserdes: não sou feliz nem sou triste, humilde nem orgulhoso, – não sou terrestre. Agora sei que este corpo, insuficiente, em que assiste remota fala, mui docemente se perde nos ares, como o segredo que a vida exala. E seu destino é ir mais longe, tão longe, enfim, como a exata …

Continue Reading
Cecília Meireles

Cecilia Meireles – Agitado

Os violinos choram, soturnos, Dentro da noite morta e triste, Elegias vãs de Noturnos… E nada existe… nada existe… Sombras. A câmara apagada… Sombras… Meu vulto é longe… ausente… Silencio… Calma… Sonho… Nada… Vago, leve, indecisamente… Noite. Que noite!… Pelas bordas Das jarras negras, morrem lírios… Chopin. Falecem pelas cordas Tremulas trêmulos martírios… Andam, no …

Continue Reading