Cecília Meireles

Cecilia Meireles – Agitado

Os violinos choram, soturnos, Dentro da noite morta e triste, Elegias vãs de Noturnos… E nada existe… nada existe… Sombras. A câmara apagada… Sombras… Meu vulto é longe… ausente… Silencio… Calma… Sonho… Nada… Vago, leve, indecisamente… Noite. Que noite!… Pelas bordas Das jarras negras, morrem lírios… Chopin. Falecem pelas cordas Tremulas trêmulos martírios… Andam, no …

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Cecília Meireles

Cecilia Meireles – Cantiga

La-lá-la-ri-la-lá-la-lá. Já não se escutam rumores: A noite não tarda a vir. Vamos embalar as flores? As flores querem dormir!… La-lá-la-ri-la-lá-la-lá. Cravos e lírios e rosas Ao vento brando de outono, Cravos e lírios e rosas Vão-se fechando De sono… La-lá-la-ri-la-lá-la-lá. Vamos embalar as flores? As flores querem dormir!… Já não se escutam rumores: E …

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Cecília Meireles

Cecilia Meireles – A Canção dos tamanquinhos

Troc…  troc… troc…  troc… ligeirinhos, ligeirinhos, troc…  troc… troc…  troc… vão cantando os tamanquinhos… Madrugada.   Troc… troc…  pelas portas dos vizinhos vão batendo, Troc…  troc… vão cantando os tamanquinhos… Chove.  Troc… troc…  troc… no silêncio dos caminhos alagados, troc…  troc… vão cantando os tamanquinhos… E até mesmo, troc…  troc… os que têm sedas e arminhos, …

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