Aquela que em ti comemora, aquela que está a te beijar agora, dá carinhos serenos aos teus desesperos, dá desurgências aos teus agoras. Outra mulher, outra senhora, te acarinha de...
Elisa Lucinda
Elisa Lucinda – Amar-elo
Eu li as cartas de amarelo-limão que você me escreveu. As minhas cartas de amor você também leu. Sofri as besteiras dos nãos que você me deu e nem percebeu....
O dia era bem filho daquela madrugada. Era a cara dele, praticamente. Bonito e bordado de harmonia entre nós: me levou pela mão, ofereceu-me os próprios chinelos querendo, descalço e...
Te amo mais uma vez esta noite talvez nunca tenha cometido “euteamo” assim tantas seguidas vezes, mal cabendo no fato e no parco dos dias. Não importa, importa é a...
Elisa Lucinda – Boa-tarde, amor
É melhor não mexer com essa dor… parece tolice o que você me disse mas me machucou. Parece besteira, mas dá uma tristeza gastar esta tarde sem gestos de amor....
Elisa Lucinda – Bandeira
Nesta tarde passa por mim um homem. Este homem de mãos calejadas e duras e grossas paraibano trabalhador passa mulato e marrom por mim com seus cabelos cacheados longos, mestiços...
Elisa Lucinda – Antibélica
Fazia roupinhas de boneca, meu Deus, tão linda que ela era! Tão linda… os vestidinhos, bem-feitos e muito bem acabadinhos por dentro e por fora, eram arte. Eu disse: como...
Ponho o lenço do pescoço na cabeça Molho os cabelos com calma uma mulher é uma espécie de alma com enfeite Chega diante do espelho adorna-se como uma árvore de...
Elisa Lucinda – Lilith Balangandã
Ponho o lenço do pescoço na cabeça Molho os cabelos com calma uma mulher é uma espécie de alma com enfeite Chega diante do espelho adorna-se como uma árvore de...
O Deus da parecença que nos costura em igualdade que nos papel-carboniza em sentimento que nos pluraliza que nos banaliza por baixo e por dentro, foi este Deus que deu...
Elisa Lucinda – Vaidade
À tarde que me seduz, o parado sonso do vento nas árvores, estátuas de verde prateadas por um só fio filete de luz, rendida estou e sou dela refém. Transito...
Elisa Lucinda – Cor-respondência
Remeta-me os dedos em vez de cartas de amor que nunca escreves que nunca recebo. Passeiam em mim estas tardes que parecem repetir o amor bem-feito que você tinha mania...
Filho…, igualzinho à minha poesia você nunca foi meu órgão A arte é constante e me habita à hora que ela quer e à hora que eu deixo Mas não...
Elisa Lucinda – Credo
De tal modo é que eu jamais negá-lo poderia: sou agarrada na saia da poesia! Para dar um passeio que seja, uma viagem de carro avião ou trem, à montanha,...
Elisa Lucinda – Carta devolvida
Se não gostar mais de mim não me responda nada não me diga nada não quero que fiquem gravadas as palavras do não querer. Se não gostar mais de mim...

