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Ruy Espinheira Filho

Ruy Espinheira Filho

Ruy Espinheira Filho – Soneto do nome

A noite vem do mar e traz teu nome,
que há muito tempo já não pronuncio.
Sonoro, ele revoa no vazio
de mim, sobre meus lábios. O teu nome

vem do mar nesta noite e me consome
mais uma vez. Reinventa, em chama e frio,
uma cidade em que nada é vazio,
pois em tudo há o perfume do teu nome.

E agora a lua vem beijar-me o rosto,
e é também teu perfume, que consome
a treva em minhas velas de sol-posto.

Sob esta luz o mundo inteiro some:
só há o luar compondo em mim teu rosto,
e o mar, que arde no aroma do teu nome.

 

Ruy Espinheira Filho, De Sob o céu de Samarcanda

Ruy Espinheira Filho

Ruy Espinheira Filho – Soneto do sonho

Amei-te, ontem, num sonho: clara e nua
como jamais te vi, mas te trazia
em mim há muito tempo assim. Sabia
que tu eras ? e és ? como no sonho a lua

te fez baixar em minha cama nua,
em meu corpo deserto de alegria
e eis que já cintilante de poesia
que vinha do teu corpo em luz de lua

e calor de ternura densa, e olor
de mar, e azul, e histórias de outra era,
quando se amava e se morria de amor.

E então te amei, agradecido à lua
por me fazer viver uma quimera
como sempre a sonhara: clara e nua.

 

Ruy Espinheira Filho, Amar, Verbo Atemporal