Antonio Cicero

Antonio Cicero – Aparências

Não sou mais tolo não mais me queixo: enganassem-me mais desenganassem-me mais mais rápidas mais vorazes mais arrebatadoras mais volúveis mais voláteis mais aparecessem para mim e desaparecessem mais velassem mais desvelassem mais revelassem mais re- velassem mais   eu viveria tantas mortes morreria tantas vidas jamais me queixaria jamais.     Antonio Cicero, Porventura 

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Antonio Cicero

Antonio Cicero – Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.  Em cofre não se guarda coisa alguma.  Em cofre perde-se a coisa à vista.  Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por  admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.  Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por  ela, isto é, velar por ela, …

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