Florbela Espanca

Florbela Espanca – Horas rubras

Horas profundas, lentas e caladas  Feitas de beijos rubros e ardentes,  De noites de volúpia, noites quentes  Onde há risos de virgens desmaiadas…  Oiço olaias em flor às gargalhadas…  Tombam astros em fogo, astros dementes,  E do luar os beijos languescentes  São pedaços de prata p’las estradas…  Os meus lábios são brancos como lagos…  Os …

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Florbela Espanca

Florbela Espanca – Saudades

Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?…  Se o sonho foi tão alto e forte  Que pensara vê-lo até à morte  Deslumbrar-me de luz o coração!  Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!  Que tudo isso, Amor, nos não importe.  Se ele deixou beleza que conforte  Deve-nos ser sagrado como o pão.  Quantas vezes, Amor, …

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Florbela Espanca

Florbela Espanca – Crisântemos

Sombrios mensageiros das violetas, De longas e revoltas cabeleiras; Brancos, sois o casto olhar das virgens Pálidas que ao luar, sonham nas eiras. Vermelhos, gargalhadas triunfantes, Lábios quentes de sonhos e desejos, Carícias sensuais d’amor e gozo; Crisântemos de sangue, vós sois beijos! Os amarelos riem amarguras, Os roxos dizem prantos e torturas, Há-os também …

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