Navegando pela Categoria

Wallace Stevens

Wallace Stevens

Wallace Stevens – Ao sair da sala

Wallace Stevens

Você fala Diz: O caráter do agora não é
Esqueleto saído do estojo. Eu também não.

Aquele poema sobre o abacaxi, aquele
Sobre a mente sempre insatisfeita,

Aquele sobre o herói plausível, e o outro
Sobre o verão, não são pensamentos de esqueleto.

Terei eu vivido uma vida de esqueleto,
De um descrente da realidade,

Compatriota de todos os ossos do mundo?
Agora, aqui, a neve que eu esquecera se transforma

Em parte de uma realidade maior,
De uma apreciação de uma realidade,

Uma elevação, portanto, como se eu levasse,
Ao sair, algo palpável em todos os sentidos.

Porém nada mudou além do que é
Irreal, como se coisa alguma tivesse mudado.


Wallace Stevens, O imperador do sorvete e outros poemas

Wallace Stevens

Wallace Stevens – Meramente ser

Wallace Stevens

A palmeira no final da mente,
Além do pensamento último, se eleva
No brônzeo cenário.

Um pássaro de penas de ouro
Canta na palmeira, sem sentido humano,
Sem sentimento humano, um canto estrangeiro.

Então você entende que não é a razão
Que nos traz tristeza ou alegria.
O pássaro canta. As penas brilham.

A palmeira paira no limiar do espaço.
O vento roça devagar seus galhos.
As penas de ouro do pássaro resplendem fogo.

Wallace Stevens, O imperador do sorvete e outros poemas