Júlio Dinis

Júlio Dinis – És bela

És bela, sim, quando, corando, foges De um beijo perseguida; Ou quando cedes com mais pejo ainda, Mas na luta vencida. És bela, sim, quando, banhada em lágrimas, Soltas mimosas queixas; Ou quando, comovida por maus choros, Já ameigar-te deixas. És bela, sim, à luz do Sol nascente Regando as tuas flores, Ou com os …

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Júlio Dinis

Júlio Dinis – O teu pensamento

Onde vai o teu pensamento Quando, os olhos elevando, Segues das aves ligeiras Esse harmonioso bando? Que te dizem os gorjeios Dessas pobres foragidas, Que vão procurar ao longe Outras selvas mais floridas? Acaso temes, como elas, As nuvens negras, pesadas, E os ventos que descem rápidos Das altas serras nevadas? Acaso invejas as asas …

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Júlio Dinis

Júlio Dinis – Uma recordação

Lembra-me ver-te inda infante, Quando nos campos corrias Em folguedos palpitantes; Eras bela! E então sorrias. Depois, na infância, eras inda, Junto ao cadáver rezavas De tua mãe, com dor infinda; Eras bela! E então choravas. Num baile vi-te valsando Da juventude nos dias, Todos de amor fascinando; Eras bela! E então sorrias. Dias depois …

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