Mauro Mota

Mauro Mota – Sonambulismo

É noite erma. Silêncio. Ergo-me do aposento, que é pequeno demais para conter meu sonho, sonâmbulo abro a porta, a alameda transponho; — a lua— Salomé — dança no firmamento! Ao mundo falo então: “Sou um poeta tristonho, Minh’alma é um bandolim que plange lento… lento… Miriam onde está?! Vim buscá-la e acalento na balada …

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Mauro Mota

Mauro Mota – Sóror Felicidade

Sob o outono sem luz, nesta tarde amarela, Uma rosa de Deus lentamente fenece e se estorce de dor e agoniza na cela… Lusco-fusco. Tristeza. O sol morre. Anoitece… Tem quinze anos somente! é tão moça! é tão bela! Com seus lábios sem cor balbucia uma prece. Atira o último olhar através da janela: vê …

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Mauro Mota

Mauro Mota – Miragem…

Amigo: A vida é um lago cristalino… Ele guarda consigo o segredo eternal do teu destino! Vês? É uma noite de prata! E, lá no fundo do lago, a lua se retrata… Numa atitude de cegonha, sonhador, como quem sonha um sonho vago, contempla aquela imagem lá no fundo do lago… Ela é a felicidade …

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Mauro Mota

Mauro Mota – Natal

Natal, antes e agora  imutável. Feliz  noite branca sem hora  no pátio da Matriz.  Natal: os mesmos sinos  de repiques iguais.  Brinquedos e meninos,  Natal de outros natais.  A Banda, vozes, passos  da multidão fiel.  Tudo nos seus espaços,  o mundo e o carrossel.  Tudo, menos o andejo  homem que se conclui.  Olho-me, e não …

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