I Aos dezessete anos não se pode ser sério. – Um dia, larga-se o chope e a limonada, E os barulhentos cafés de lustres feéricos! – E vai-se sob as...
Arthur Rimbaud
É um recanto bem verde onde canta um rio Loucamente a se enganchar nas ervas seus farrapos De prata; e onde o sol, a suplantar o frio, Brilha: pequeno vale...
Arthur Rimbaud – O armário
Grande armário esculpido: o carvalho sombreado, Muito antigo, adquiriu esse ar de bom dos idosos; E, aberto, o armário espraia em sua sombra ao lado, Como um jorro de vinho,...
Arthur Rimbaud – Coração logrado
Meu coração baba na popa. Triste e cheirando a caporal: Vêm-lhe jogar jatos de sopa. Meu coração baba na popa: Sob os apupos dessa tropa Que lança risos em geral,...
Arthur Rimbaud – A eternidade
Outra vez na tarde! Quê? – A Eternidade. É o mar que parte Com o vasto sol. Alma sentinela, Múrmuro confessar, Desta noite nula E do dia a brilhar. Liberas-te...
No inverno, iremos num trenzinho rosa De azuis almofadões. Será bom. Um ninho de beijos loucos pousa Na maciez dos vagões. Fecharás os olhos para jamais enxergar, Pela vidraça, os...

