Sempre quis um amor que falasse que soubesse o que sentisse. Sempre quis uma amor que elaborasse Que quando dormisse ressonasse confiança no sopro do sono e trouxesse beijo no...
Elisa Lucinda
Elisa Lucinda – amanhecimento
De tanta noite que dormi contigo no sono acordado dos amores de tudo que desembocamos em amanhecimento a aurora acabou por virar processo. Mesmo agora quando nossos poentes se acumulam...
Elisa Lucinda – A fúria da beleza
Estupidamente bela a beleza dessa maria-sem-vergonha rosa soca meu peito esta manhã! Estupendamente funda, a beleza, quando é linda demais, dá uma imagem feita só de sensações, de modo que,...
Elisa Lucinda – Poema dos coletivos
Valham-me meus plurais! A elegância dos coletivos que me deflora. A errância dos meus erros sempre no meio dos assuntos, a errância dos meus medos sempre no meio dos assuntos!...
Desde pequena, a poesia escolheu meu coração. Através de sua inconfundível mão, colheu-o e o fez se certificando da oportunidade e da profundeza da ocasião. Como era um coração ainda...
Bonitinha, toda vida, ia ela, pequenininha, às aulas dos adultos e só oito anos tinha. O pai dava aulas de Latim, Português e Sociologia à noite A menininha ouvia e...
Elisa Lucinda – A Conta do sonho
Quanto custa um sonho? Alguma coisa ele sempre custa. Muitas vezes muitas coisas ele custa, outras vezes outros sonhos ele custa. Não importam os percalços, os sacrifícios, os espinhosos enredos. ...

