_ap_ufes{"success":true,"siteUrl":"www.tudoepoema.com.br","urls":{"Home":"https://www.tudoepoema.com.br","Category":"https://www.tudoepoema.com.br/category/adalcinda-camarao/","Archive":"https://www.tudoepoema.com.br/2022/01/","Post":"https://www.tudoepoema.com.br/mia-couto-amor-e-alma/","Page":"https://www.tudoepoema.com.br/coming-soon/","Attachment":"https://www.tudoepoema.com.br/conceicao-evaristo-recordar-e-preciso/conceicao-evaristo1/","Nav_menu_item":"https://www.tudoepoema.com.br/6162/","Custom_css":"https://www.tudoepoema.com.br/blacklite-gird/","Oembed_cache":"https://www.tudoepoema.com.br/9570d45b585c8951d60eac9a46f32e4f/","Wp_block":"https://www.tudoepoema.com.br/bloco-reutilizavel-sem-titulo-2/","Wpcf7_contact_form":"https://www.tudoepoema.com.br/?post_type=wpcf7_contact_form&p=69"}}_ap_ufee Bruno Tolentino - Descobertas - Tudo é Poema
Bruno Tolentino

Bruno Tolentino – Descobertas

bruno tolentino

Descobre-se que a paixão,
a paixão e a primavera,
se são paralelas são
dois termos da mesma espera.

Espera encantada ou não,
ambas não passam de mera,
febril aproximação
da jaula aberta da fera,

tremor contínuo da mão
que agarra o gradil e enterra
as unhas na solidão
que força mas não descerra.

Mordida de comunhão,
no tronco o dente da serra,
no dente o grito do grão,
e a boca aberta da terra

recebe e fecunda o chão
com os pedaços que a pantera
desmembrou na confusão
com o corpo que já não era

sequer a gazela e em vão
se debate e dilacera
de tanta sofreguidão.
A véspera desespera.

Bruno Tolentino, A Balada do cárcere

Você gostou deste poema?

Você Pode Gostar Também

Sem comentários

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.