_ap_ufes{"success":true,"siteUrl":"www.tudoepoema.com.br","urls":{"Home":"https://www.tudoepoema.com.br","Category":"https://www.tudoepoema.com.br/category/adalcinda-camarao/","Archive":"https://www.tudoepoema.com.br/2022/01/","Post":"https://www.tudoepoema.com.br/mia-couto-amor-e-alma/","Page":"https://www.tudoepoema.com.br/coming-soon/","Attachment":"https://www.tudoepoema.com.br/conceicao-evaristo-recordar-e-preciso/conceicao-evaristo1/","Nav_menu_item":"https://www.tudoepoema.com.br/6162/","Custom_css":"https://www.tudoepoema.com.br/blacklite-gird/","Oembed_cache":"https://www.tudoepoema.com.br/9570d45b585c8951d60eac9a46f32e4f/","Wp_block":"https://www.tudoepoema.com.br/bloco-reutilizavel-sem-titulo-2/","Wpcf7_contact_form":"https://www.tudoepoema.com.br/?post_type=wpcf7_contact_form&p=69"}}_ap_ufee Mario Quintana - O poema do amigo - Tudo é Poema
Mario Quintana

Mario Quintana – O poema do amigo

mario quintana

Estranhamente esverdeado e fosfóreo,
Que de vezes já o encontrei, em escusos bares submarinos,
O meu calado cúmplice!

Teríamos assassinado juntos a mesma datilógrafa?
Encerráramos um anjo do Senhor nalgum escuro calabouço?

Éramos necrófilos
Ou poetas?
E aquele segredo sentava-se ali entre nós todo o tempo,
Como um convidado de máscara.
E nós bebíamos lentamente a ver se recordávamos…
E através das vidraças olhávamos os peixes maravilhosos e terríveis cujas complicadas formas eram tão difíceis de compreender como os nomes com que os catalogara Marcus Gregorovius na sua monumental Fauna Abyssalis.

Mario Quintana, A rua dos cataventos 

Você gostou deste poema?

Você Pode Gostar Também

Sem comentários

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.