Ana Guadalupe

Ana Guadalupe – Poltrona para entidades

rua não escureça
janela não se feche
persianas não venham com loucuras
a não ser na presença
de telas vigilantes
e de abajures sensíveis
ao toque
quando além dos nomes
se confundem os tornozelos
narizes idênticos
cílios bem distribuídos
se falta luz joelhos gêmeos
se movem retos do mesmíssimo
jeito

Ana Guadalupe, Relógio de Pulso

Você gostou deste poema?

Você Pode Gostar Também

Sem comentários

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.