Mario Quintana

Mario Quintana – Depois

Nem a coluna truncada:
Vento.
Vento escorrendo cores,
Cor dos poentes nas vidraças.
Cor das tristes madrugadas.
Cor da boca…
Cor das tranças…
Ah,
Das tranças avoando loucas
Sob sonoras arcadas…
Cor dos olhos…
Cor das saias
Rodadas…
E a concha branca da orelha
Na imensa praia
Do tempo.

 

Mario Quintana, Melhores poemas

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