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Flora Figueiredo

Flora Figueiredo – Abandono

flora figueiredo

A vida ficou de repente
apática e desinteressada,
como se pretendesse descer na próxima parada.
Abafou os sons que costumava ouvir,
com medo de sentir saudade.
Baixou os toldos sobre a claridade,
para que o brilho do dia
não arranhasse a solidão.
Preferia permanecer quieta e sombria.
Guardou o açúcar como se quisesse
impedir o doce
de mesclar o fel que, porventura, houvesse.
Sensações e sentimentos devidamente amordaçados,
rabiscou no papel seu breve recado:
“Saí para almoço.
Pretendo voltar, não sei se posso.
Seja, por favor, condescendente.
Quando o amor não está,
é costume da vida suspender o expediente.”

Flora Figueiredo, Amor a Céu Aberto

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1 Comentário

  • Responder
    Silas
    05/01/2021 at 09:22

    Descobri essa poetisa aqui. E que escrita magistral!

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