_ap_ufes{"success":true,"siteUrl":"www.tudoepoema.com.br","urls":{"Home":"https://www.tudoepoema.com.br","Category":"https://www.tudoepoema.com.br/category/adalcinda-camarao/","Archive":"https://www.tudoepoema.com.br/2022/05/","Post":"https://www.tudoepoema.com.br/flora-figueiredo-tratado-manso-de-loucura/","Page":"https://www.tudoepoema.com.br/coming-soon/","Attachment":"https://www.tudoepoema.com.br/darcy-franca-denofrio-alga-marinha/darcy-franca-denofrio-2/","Nav_menu_item":"https://www.tudoepoema.com.br/6162/","Custom_css":"https://www.tudoepoema.com.br/blacklite-gird/","Oembed_cache":"https://www.tudoepoema.com.br/9570d45b585c8951d60eac9a46f32e4f/","Wp_block":"https://www.tudoepoema.com.br/bloco-reutilizavel-sem-titulo-2/","Wpcf7_contact_form":"https://www.tudoepoema.com.br/?post_type=wpcf7_contact_form&p=69"}}_ap_ufee Augusto dos Anjos - O morcego - Tudo é Poema
Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos – O morcego

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede…”
– Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

Augusto dos Anjos, Eu e outras poesias

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1 Comentário

  • Responder
    Itamar FS
    15/02/2022 at 23:38

    Deixei em seu E-mail, alguns poemas meus, que gostaria que fosse publicado no site. Eu estarei lançando uma obra completa, ainda no proximo mÊs.

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