Adriana Lisboa

Adriana Lisboa – Bastaria

Bastaria
um tempo sem vencimento
aberto como asas
sem sorrisos úteis ou
papéis a endossar. Um vão
entre duas felicitações
contemporizações – por exemplo
(pensar em) margear
Buenos Aires: poetas
Bornéu: primatas
adentrar a ideia dessas coisas.
Bastaria um templo
o céu cobalto que me ignora
raízes varando paredes
menos do que residuais.
Bastaria subtrair eventos
motivos: como desde sempre soubemos,
bastaríamos nós.

Adriana Lisboa, Amar, Verbo Atemporal

Você gostou deste poema?

Sem comentários

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.