Nunca teve um nome
E não me lembro de como o encontrei.
Carregava-o no bolso
Como um botão perdido
Exceto por não ser um botão.
Filmes de terror
Lanchonetes 24 horas,
Botequins escuros
E casas de bilhar
Em ruas molhadas de chuva.
Levava uma existência quieta, inexpressiva,
Como uma sombra em um sonho,
Um anjo num alfinete,
E então sumiu.
Os anos passaram com sua fila
De estações sem nome,
Até que alguém anunciou é aqui!
E tolo que eu era
Desembarquei na plataforma vazia
Sem nenhuma cidade à vista.
Charles Simic, Meu anjo da guarda tem medo do escuro – Tradução, Ricardo Rizzo



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