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Tudo é Poema

  • carlos drummond de andrade
    Carlos Drummond de Andrade 21/02/2018

    Carlos Drummond de Andrade – Fazenda

    Vejo o Retiro: suspiro no vale fundo. Retiro ficava longe do oceanomundo. Ninguém sabia da Rússia com sua foice. A morte escolhia a forma…

  • Gabriel Resende Santos 19/02/2018

    Gabriel Resende Santos – Cinegrafias

    Na poltrona, desperto. Os ruídos soprando grandes triângulos. Pirâmides. Cilindros. Em filas de cinema vislumbrei os pesados volumes da terra sem lei. No Odeon…

  • Diogo Cardoso 19/02/2018

    Diogo Cardoso – Os anos

    quando os anos dançavam em meus dedos, eu era triste e sorria. a mãe carregava coroa de pétalas na cintura, dançando o sol ensandecido.…

  • Manuel Bandeira, poeta brasileiro, autor do poema Desesperança
    Manuel Bandeira 07/02/2018

    Manuel Bandeira – Chama e fumo

    Amor – chama, e, depois, fumaça… Medita no que vais fazer: O fumo vem, a chama passa… Gozo cruel, ventura escassa, Dono do meu…

  • adonis
    Adonis 07/02/2018

    Adonis – Desespero

    Caminha siderado nas pálpebras conduzido em demorado gemido desconcerto o atinge por onde anda como se lhe habitasse os passos. Vencido pelo ignoto tem…

  • auta de souza
    Auta de Souza 07/02/2018

    Auta de Souza – Canção Materna

    Filho do coração, além das dores Da cruz de pranto que te dilacera, Fulge, sublime, excelsa primavera Ao sol do amor de todos os…

  • Carina Carvalho 04/02/2018

    Carina Carvalho – Habitat

    teve uma vez que minha miopia feriu a coragem com um golpe seco na lombar. desde então, para mim qualquer teia é imensa ameaça,…

  • Lino Machado 04/02/2018

    Lino Machado – Ofídios, volts e o resto

    Se há a dualidade quântica onda-partícula ou se ela é não exatamente este bimodelo ou elo estranho mas algo mais ín timo, mais úl…

  • josé paulo paes
    José Paulo Paes 03/02/2018

    José Paulo Paes – Cadê

    Nossa! que escuro! Cadê a luz? Dedo apagou. Cadê o dedo? Entrou no nariz. Cadê o nariz? Dando um espirro. Cadê o o espirro?…

  • cruz e souza
    Cruz e Souza 02/02/2018

    Cruz e Sousa – Amor

    Nas largas mutações perpétuas do universo O amor é sempre o vinho enérgico, irritante… Um lago de luar nervoso e palpitante… Um sol dentro…

  • Fernando Pessoa, poeta português, heterônimo Álvaro de Campos
    Fernando Pessoa 02/02/2018

    Fernando Pessoa – Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.

    Cansa ser, sentir dói, pensar destruir. Alheia a nós, em nós e fora, Rui a hora, e tudo nela rui. Inutilmente a alma o…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/02/2018

    Ferreira Gullar – Não há vagas

    O preço do feijão não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema. Não cabem no poema o gás a luz…

  • mario quintana
    Mario Quintana 02/02/2018

    Mario Quintana – Viver

    Quem nunca quis morrer Não sabe o que é viver Não que viver é abrir uma janela E pássaros pássaros saíram por ela E…

  • ana martins marques
    Ana Martins Marques 02/02/2018

    Ana Martins Marques – Papel de seda

    Houve um tempo em que se usava nos livros papel de seda para separar as palavras e as imagens receavam talvez que as palavras…

  • carlos drummond de andrade
    Carlos Drummond de Andrade 31/01/2018

    Carlos Drummond de Andrade – Reconhecimento do amor

    Amiga, como são desnorteantes os caminhos da amizade. Apareceste para ser o ombro suave onde se reclina a inquietação do forte (ou que forte…

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