Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de…
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Amar você é coisa de minutos A morte é menos que teu beijo Tão bom ser teu que sou Eu a teus pés derramado…
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Olavo Bilac 07/11/2018
Olavo Bilac – XXX
Ao coração que sofre, separado Do teu, no exílio em que a chorar me vejo, Não basta o afeto simples e sagrado Com que…
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Hilda Hilst 07/11/2018
Hilda Hilst – IX (Tenta-me de novo)
E por que haverias de querer minha alma Na tua cama? Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas Obscenas, porque era assim que gostávamos. Mas não…
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Mario Quintana 06/11/2018
Mario Quintana – Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se…
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Manuel Bandeira 06/11/2018
Manuel Bandeira – Teresa
A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de…
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Cora Coralina 06/11/2018
Cora Coralina – Meu destino
Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida. Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino. Não te procurei, não me procurastes…
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Eu também já fui brasileiro moreno como vocês. Ponteei viola, guiei forde e aprendi na mesa dos bares que o nacionalismo é uma virtude.…
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Naquele piquenique o rábula Higino, sem escovar o fraque, sem largar o guarda-chuva, trepou na mesa de caixotes, derramou com o borzeguim uma garrafa…
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Lêdo Ivo 05/11/2018
Lêdo Ivo – Hora de falar
Cala-te, boca! Mas como posso calar se até as pedras da rua falam e gritam sem parar? Que falem até os mudos e os…
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Murilo Mendes 05/11/2018
Murilo Mendes – O poeta na igreja
Entre a tua eternidade e o meu espírito se balança o mundo das formas. Não consigo ultrapassar a linha dos vitrais pra repousar nos…
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Mauro Mota 05/11/2018
Mauro Mota – Sonambulismo
É noite erma. Silêncio. Ergo-me do aposento, que é pequeno demais para conter meu sonho, sonâmbulo abro a porta, a alameda transponho; — a…
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Manuel Bandeira 03/11/2018
Manuel Bandeira – Os sinos
Sino de Belém, Sino da paixão… Sino de Belém, Sino da paixão… Sino do Bonfim!… Sino do Bonfim!… Sino de Belém, pelos que ainda…
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Cora Coralina 03/11/2018
Cora Coralina – Estas mãos
Olha para estas mãos de mulher roceira, esforçadas mãos cavouqueiras. Pesadas, de falanges curtas, sem trato e sem carinho. Ossudas e grosseiras. Mãos que…
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Mario Quintana 03/11/2018
Mario Quintana – Depois
Nem a coluna truncada: Vento. Vento escorrendo cores, Cor dos poentes nas vidraças. Cor das tristes madrugadas. Cor da boca… Cor das tranças… Ah,…












