Hora sagrada dum entardecer De Outono, à beira mar, cor de safira. Soa no ar uma invisível lira… O sol é um doente a…
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Cento e cinquenta e três anos Já fazem que na Bahia Nasceu o grande poeta O gênio da poesia. Pela sua poesia Mereceu palmas…
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Mia Couto 24/09/2022
Mia Couto – Desleitos
Recuso o leito. Quero dormir onde não tenha cabimento. O problema da cama é que, tal como no caixão, ganhamos o tamanho da tábua.…
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Mais uma vez encontro a tua face, Ó minha noite que eu julguei perdida. Mistério das luzes e das sombras Sobre os caminhos de…
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Mario Quintana 22/09/2022
Mario Quintana – A luta
Quando eu era pequenino Atirava rimas ao poema Como ossos a um cãozinho… Eu cresci. Ele cresceu. Agora… Que é ele e quem sou…
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Mario Faustino 22/09/2022
Mário Faustino – Soneto antigo
E quando a luz e o vento me deixaram, Negro e silente, fulcro do horizonte, Mil vezes me acordei, e mais dormiam Em mim,…
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Manuel Bandeira 22/09/2022
Manuel Bandeira – Mulheres
Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval Paixão Ciúme Dor daquilo que não se pode dizer Felizmente existe o álcool na vida E nos três…
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Samarone Lima 22/09/2022
Samarone Lima – Como um perdão
Dentro do teu silêncio Tua boca como um sol Teu silêncio Em busca de um deus sem nome Um alfabeto novo Com palavras desgarradas…
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Pablo Neruda 21/09/2022
Pablo Neruda – Sua risada
Me tire o pão, se quiser, me tire o ar, mas não me tire a sua risada. Não me tire a rosa, a lança…
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A guerra não é mais declarada, mas mantida. O inaudito tornou-se ordinário. O herói fica longe das lutas. O fraco é deslocado para as…
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Começa o choro da guitarra. Quebram-se os copos da madrugada. Começa o choro da guitarra. É inútil calá-la. É impossível calá-la. Chora monótona como…
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O sábio louco ia arrumando pacientemente os pedaços de corpos humanos que caíam que caíam como chuva que vinham nas asas das abelhas e…
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Cora Coralina 19/09/2022
Cora Coralina – Ressalva
Este livro foi escrito por uma mulher que no tarde da Vida recria e poetiza sua própria Vida. Este livro foi escrito por uma…
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Arthur Rimbaud 19/09/2022
Arthur Rimbaud – A eternidade
Outra vez na tarde! Quê? – A Eternidade. É o mar que parte Com o vasto sol. Alma sentinela, Múrmuro confessar, Desta noite nula…
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Sou mais aquilo que não fiz de mim sou o que sendo poderia ser projeto inacabado de presente onde trespassado pela ausência soergo a…















