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Tudo é Poema

  • joao cabral de melo neto
    João Cabral de Melo Neto 01/07/2017

    João Cabral de Melo Neto – Catar feijão

    Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 01/07/2017

    Ferreira Gullar – Meu povo, meu poema

    Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova No povo meu poema vai nascendo como no canavial nasce…

  • álvares de azevedo
    Alvares de Azevedo 01/07/2017

    Álvares de Azevedo – À minha mãe

    Se a terra é adorada, a mãe não é mais digna de veneração. Como as flores de uma árvore silvestre Se esfolham sobre a…

  • Adélia Prado, poeta brasileira, autora de A Recitação do rosário
    Adélia Prado 30/06/2017

    Adélia Prado – O Guarda-chuva preto

    Esquecido na mesa, com o cabo voltado para cima e as bordas arrepanhadas, é como seu dono vestido, composto no seu caixão. Não desdobra…

  • Vinicius de Moraes, poeta e letrista brasileiro, autor de Ternura
    Vinicius de Moraes 30/06/2017

    Vinícius de Moraes – Canção para a amiga dormindo

    Dorme, amiga, dorme Teu sono de rosa Uma paz imensa Desceu nesta hora. Cerra bem as pétalas Do teu corpo imóvel E pede ao…

  • mario quintana
    Mario Quintana 30/06/2017

    Mário Quintana – O pobre poema

    Eu escrevi um poema horrível! É claro que ele queria dizer alguma coisa… Mas o quê? Estaria engasgado? Nas suas meias-palavras havia no entanto…

  • Safo 30/06/2017

    Safo – A uma mulher amada

    Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro! Quem goza o prazer de te escutar, quem vê, às vezes, teu doce sorriso. Nem…

  • Roberta Campos 30/06/2017

    Roberta Campos – De janeiro a janeiro

    Não consigo olhar no fundo dos seus olhos E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar As várias fases, estações…

  • carlos drummond de andrade
    Carlos Drummond de Andrade 30/06/2017

    Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo

    Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos, minhas lembranças escorrem e o corpo transige na confluência do…

  • casimiro de abreu
    Casimiro de Abreu 30/06/2017

    Casimiro de Abreu – Sete de setembro – A D. Pedro II

    Foi um dia de glória! — O povo altivo Trocou sorrindo as vozes de cativo Pelo cantar das festas! O leão indomável do deserto…

  • florbela espanca
    Florbela Espanca 30/06/2017

    Florbela Espanca – Folhas de rosa

    Todas as prendas que me deste, um dia, Guardei-as, meu encanto, quase a medo, E quando a noite espreita o pôr-do-sol, Eu vou falar…

  • cecilia meireles
    Cecília Meireles 30/06/2017

    Cecilia Meireles – Noite

    ÚMIDO gosto de terra, cheiro de pedra lavada — tempo inseguro do tempo! — sombra do flanco da serra, nua e fria, sem mais…

  • Mário de Sá-Carneiro
    Mário de Sá-Carneiro 28/06/2017

    Mário de Sá-Carneiro – 7

    Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o…

  • Luís Vaz de Camões
    Luís Vaz de Camões 28/06/2017

    Luís Vaz de Camões – Amor é um fogo que arde sem se ver

    Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que…

  • Fernando Pessoa, poeta português, heterônimo Álvaro de Campos
    Fernando Pessoa Ricardo Reis 28/06/2017

    Ricardo Reis – Põe quanto és no minimo que fazes

    Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em…

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