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Tudo é Poema

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    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 3

    Vagueio campos noturnos Muros soturnos paredes de solidão sufocam minha canção A canção repousa o braço no meu ombro escasso: firmam‑se no coração meu…

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    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 4

    Nada vos oferto além destas mortes de que me alimento Caminhos não há Mas os pés na grama os inventarão Aqui se inicia uma…

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    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 5

    Prometi‑me possuí‑la muito embora ela me redimisse ou me cegasse. Busquei‑a nas catástrofes, da aurora, e na fonte e no muro onde sua face,…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 6

    Calco sob os pés sórdidos o mito que os céus segura — e sobre um caos me assento. Piso a manhã caída no cimento…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 7

    Neste leito de ausência em que me esqueço desperta um longo rio solitário: se ele cresce de mim, se dele cresço, mal sabe o…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 8

    Quatro muros de cal, pedra soturna, e o silêncio a medrar musgos, na interna face, põe ramas sobre a flor diuturna: tudo que é…

  • Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 9

    Fluo obscuro de mim, enquanto a rosa se entrega ao mundo, estrela tranquila. Nada sei do que sofro.                              O mesmo tempo que em…

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    Alberto Caeiro Fernando Pessoa 02/07/2017

    Alberto Caeiro – O amor é uma companhia

    O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só. Um pensamento visível faz-me andar mais…

  • fernando pessoa
    Fernando Pessoa 02/07/2017

    Fernando Pessoa – Não sei quantas almas tenho

    Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem…

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    Fagundes Varela 02/07/2017

    Fagundes Varela – Soneto

    Desponta a estrela d’alva, a noite morre. Pulam no mato alígeros cantores, E doce a brisa no arraial das flores Lânguidas queixas murmurando corre.…

  • cecilia meireles
    Cecília Meireles 02/07/2017

    Cecilia Meireles – Canção

    Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; — depois, abri o mar com as mãos, para o meu…

  • carlos drummond de andrade
    Carlos Drummond de Andrade 02/07/2017

    Carlos Drummond de Andrade – Memória

      Amar o perdido deixa confundido este coração.   Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.   As coisas tangíveis…

  • vinicius de moraes
    Vinicius de Moraes 02/07/2017

    Vinícius de Moraes – A Arca de Noé

    Sete em cores, de repente O arco-íris se desata Na água límpida e contente Do ribeirinho da mata. O sol, ao véu transparente Da…

  • manoel de barros
    Manoel de Barros 01/07/2017

    Manoel de Barros – Antoninha-me-leva

    Outro caso é o de Antoninha-me-leva: Mora num rancho no meio do mato e à noite recebe os vaqueiros tem vez que de três…

  • florbela espanca
    Florbela Espanca 01/07/2017

    Florbela Espanca – O meu impossível

    Minh’alma ardente é uma fogueira acesa, É um brasido enorme a crepitar! Ânsia de procurar sem encontrar A chama onde queimar uma incerteza!Tudo é…

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