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Tudo é Poema

  • Fernando Pessoa, poeta português, heterônimo Álvaro de Campos
    Fernando Pessoa 05/07/2017

    Fernando Pessoa – O Sensacionismo

    Sentir é criar.  Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem ideias.  – Mas o…

  • cora coralina
    Cora Coralina 03/07/2017

    Cora Coralina – Conclusões de Aninha

    Estavam ali parados. Marido e mulher. Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida. Contou que o fogo, lá…

  • Chico Buarque 03/07/2017

    Chico Buarque – Olhos nos Olhos

    Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era…

  • Humberto Teixeira Luiz Gonzaga 03/07/2017

    Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira – Légua Tirana

    Oh, que estrada mais comprida Oh, que légua tão tirana Ai, se eu tivesse asa Inda hoje eu via a Ana Quando o sol…

  • Vinicius de Moraes 03/07/2017

    Vinícius de Moraes – O Filho que eu quero ter

    É comum a gente sonhar, eu sei Quando vem o entardecer Pois eu também dei de sonhar Um sonho lindo de morrer Vejo um…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 3

    Vagueio campos noturnos Muros soturnos paredes de solidão sufocam minha canção A canção repousa o braço no meu ombro escasso: firmam‑se no coração meu…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 4

    Nada vos oferto além destas mortes de que me alimento Caminhos não há Mas os pés na grama os inventarão Aqui se inicia uma…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 5

    Prometi‑me possuí‑la muito embora ela me redimisse ou me cegasse. Busquei‑a nas catástrofes, da aurora, e na fonte e no muro onde sua face,…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 6

    Calco sob os pés sórdidos o mito que os céus segura — e sobre um caos me assento. Piso a manhã caída no cimento…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 7

    Neste leito de ausência em que me esqueço desperta um longo rio solitário: se ele cresce de mim, se dele cresço, mal sabe o…

  • Ferreira Gullar
    Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 8

    Quatro muros de cal, pedra soturna, e o silêncio a medrar musgos, na interna face, põe ramas sobre a flor diuturna: tudo que é…

  • Ferreira Gullar 02/07/2017

    Ferreira Gullar – Sete Poemas Portugueses – 9

    Fluo obscuro de mim, enquanto a rosa se entrega ao mundo, estrela tranquila. Nada sei do que sofro.                              O mesmo tempo que em…

  • Fernando Pessoa, poeta português, heterônimo Álvaro de Campos
    Alberto Caeiro Fernando Pessoa 02/07/2017

    Alberto Caeiro – O amor é uma companhia

    O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só. Um pensamento visível faz-me andar mais…

  • Fernando Pessoa, poeta português, heterônimo Álvaro de Campos
    Fernando Pessoa 02/07/2017

    Fernando Pessoa – Não sei quantas almas tenho

    Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem…

  • fagundes varela
    Fagundes Varela 02/07/2017

    Fagundes Varela – Soneto

    Desponta a estrela d’alva, a noite morre. Pulam no mato alígeros cantores, E doce a brisa no arraial das flores Lânguidas queixas murmurando corre.…

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