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Tudo é Poema

  • Hilda Hilst
    Hilda Hilst 27/09/2017

    Hilda Hilst – Ama-me

    Aos amantes é lícito a voz desvanecida.  Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido:  Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é…

  • Mário de Sá-Carneiro
    Mário de Sá-Carneiro 27/09/2017

    Mário de Sá-Carneiro – Como eu não Possuo

    Olho em volta de mim. Todos possuem –  Um afecto, um sorriso ou um abraço.  Só para mim as ânsias se diluem  E não…

  • Mário de Sá-Carneiro
    Mário de Sá-Carneiro 27/09/2017

    Mário de Sá-Carneiro – Quase

    Um pouco mais de sol – eu era brasa, Um pouco mais de azul – eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d’asa……

  • almeida garrett
    Almeida Garrett 27/09/2017

    Almeida Garrett – Seus Olhos

    Seus olhos – que eu sei pintar  O que os meus olhos cegou –  Não tinham luz de brilhar,  Era chama de queimar;  E…

  • almeida garrett
    Almeida Garrett 27/09/2017

    Almeida Garrett – Este Inferno de Amar

    Este inferno de amar – como eu amo! –  Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?  Esta chama que alenta e consome,  Que é…

  • almeida garrett
    Almeida Garrett 27/09/2017

    Almeida Garrett – Não te Amo

    Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma.        E eu n’alma – tenho a calma,        A calma – do jazigo.        Ai! não te amo,…

  • Sophia de Mello Breyner Andresen
    Sophia de Mello Breyner Andresen 25/09/2017

    Sophia de Mello Breyner Andresen – Terror de Te Amar

    Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo  Mal de te amar neste lugar de imperfeição  Onde tudo nos quebra e…

  • pablo neruda
    Pablo Neruda 25/09/2017

    Pablo Neruda – Amo-te sem saber como

    Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou seta de cravos que propagam o fogo: amo-te como se amam certas coisas…

  • pablo neruda
    Pablo Neruda 25/09/2017

    Pablo Neruda – O Teu Riso

    Tira-me o pão, se quiseres,  tira-me o ar, mas  não me tires o teu riso.  Não me tires a rosa,  a flor de espiga…

  • pablo neruda
    Pablo Neruda 25/09/2017

    Pablo Neruda – Para não Deixar de Amar-te Nunca

    Saberás que não te amo e que te amo  pois que de dois modos é a vida,  a palavra é uma asa do silêncio, …

  • Gregório de Matos 25/09/2017

    Gregório de Matos – 1º soneto a Maria dos povos

    Discreta e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos e boca o Sol e…

  • Manuel Bandeira, poeta brasileiro, autor do poema Desesperança
    Manuel Bandeira 25/09/2017

    Manuel Bandeira – Desencanto

    Eu faço versos como quem chora De desalento… de desencanto… Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu…

  • Manuel Bandeira, poeta brasileiro, autor do poema Desesperança
    Manuel Bandeira 25/09/2017

    Manuel Bandeira – Epígrafe

    Sou bem-nascido. Menino, Fui, como os demais, feliz. Depois, veio o mau destino E fez de mim o que quis. Veio o mau gênio…

  • flora figueiredo
    Flora Figueiredo 25/09/2017

    Flora Figueiredo – Lição de Casa

    Você tampa a panela, dobra o avental, deixa a lágrima secar no arame do varal. Fecha a agenda, adia o problema, atrasa a encomenda,…

  • Alphonsus de Guimaraens
    Alphonsus de Guimaraens 23/09/2017

    Alphonsus de Guimaraens – Ossa mea

    Mãos de finada, aquelas mãos de neve, De tons marfíneos, de ossatura rica, Pairando no ar, num gesto brando e leve, Que parece ordenar,…

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