Bruno Tolentino

Bruno Tolentino – Um prelúdio

Amadureci aos poucos,
cresci muito devagar
como os álamos e os loucos
e acabei indo morar

na Casa dos Homens Ocos,
um charco pardo ao luar
entre o tempo morto, os roucos
rugidos do vento e o mar.

Lá se vive sem querer;
lá ouvi uma elegia;
dou-a aqui tal qual ouvi-a

ao cair do entardecer
sobre a charneca vazia,
os pântanos que há no ser.

 

Bruno Tolentino, A balada do cárcere 

Tudo é Poema

Publicado por
Tudo é Poema

Poemas Recentes

Sergio Vaz – Porém

Queria ter vivido… Leia Mais

6 dias atrás

Lya Luft – Canção Romântica

Quando eu morrer… Leia Mais

2 semanas atrás

Maya Angelou – Onde pertencemos, um dueto

Onde pertencemos, um… Leia Mais

2 semanas atrás