Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos – Solilóquio de um visionário

Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!

A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncole etéreo!

Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais…

Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais!

Augusto dos Anjos, Eu e outras poesias

Tudo é Poema

Publicado por
Tudo é Poema

Poemas Recentes

Sergio Vaz – Porém

Queria ter vivido… Leia Mais

1 mês atrás

Lya Luft – Canção Romântica

Quando eu morrer… Leia Mais

2 meses atrás

Maya Angelou – Onde pertencemos, um dueto

Onde pertencemos, um… Leia Mais

2 meses atrás