Cora Coralina

Cora Coralina – Pablo Neruda I

Perdoa-me poeta.
Tão tarde o conheci!
Tantos cantores pelo mundo…
Para minha ignorância
eras mais um dentre eles.

Foi assim que não pedi a Deus
poupar-te a vida
e ficares para sempre
semente viva, incorruptível,
de beleza excelsa e universal.

Ninguém me disse antes.
Ninguém me disse nada.
Ninguém me fez a doação fraterna
de um livro teu.

Perdida no meu sertão goiano,
Só o teu nome, Pablo
Só o teu apelido crespo, Neruda,
Chegaram a mim…
E eu a pensar que foste apenas
um grande poeta entre outros grandes…

Foi assim que não pedi ao Criador
Poupar-te a vida
e ficares para sempre.

Semente viva e luminosa,
sementeira e semeador,
semeando o pão e o vinho
da tua poesia
na terra faminta, desolada e triste.

 

Cora Coralina, Meu Livro de Cordel

Tudo é Poema

Publicado por
Tudo é Poema

Poemas Recentes

Sergio Vaz – Porém

Queria ter vivido… Leia Mais

1 mês atrás

Lya Luft – Canção Romântica

Quando eu morrer… Leia Mais

1 mês atrás

Maya Angelou – Onde pertencemos, um dueto

Onde pertencemos, um… Leia Mais

2 meses atrás