Ana Cristina Cesar

Ana Cristina Cesar – Instruções de bordo

Pirataria em pleno ar.
A faca nas costelas da aeromoça.
Flocos despencando pelos cantos dos
lábios e casquinhas que suguei atrás
da porta.
Ser a greta,
o garbo,
a eterna liu-chiang dos postais vermelhos.
Latejar os túneis lua azul celestial azul.
Degolar, atemorizar, apertar
o cinto o senso a mancha
roxa na coxa: calores lunares,
copas de champã, charutos úmidos de
licores chineses nas alturas.
Metálico torpor na barriga
da baleia.
Da cabine o profeta feio,
de bandeja.
Três misses sapatinho fino alto esmalte nau
dos insensatos supervoos
rasantes ao luar
despetaladamente
pelada
pedalar sem cócegas sem súcubos
incomparável poltrona reclinável.

Ana Cristina Cesar, Poética

Tudo é Poema

Publicado por
Tudo é Poema

Poemas Recentes

Lya Luft – Canção Romântica

Quando eu morrer… Leia Mais

20 horas atrás

Manuel Bandeira – Desesperança

Esta manhã tem… Leia Mais

1 semana atrás